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domingo, 12 de junho de 2011

História de Pernambuco é construída por quase 9 milhões de heróis
 
Estudar a História de Pernambuco é refletir sobre a história dos pernambucanos, colocando-se como construtores dela. Além dos monarcas, condes e governadores considerados heróis nos livros didáticos, índios, negros, mulheres e trabalhadores também fizeram e fazem parte dessa construção. Esse pensamento, que norteia a historiografia contemporânea, defende que os 8.796.448 pernambucanos, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não apenas são produto dessa História, como também produtores dela.
O professor de História do Colégio Damas, Mitchel Estevão, destaca personagens importantes da História de Pernambuco que foram fundamentais para a formação da nossa identidade, como André Vidal de Negueiros, Felipe Camarão, Henrique Dias e Frei Caneca. Entre os fatos históricos estão a Insurreição Pernambucana (1645), Guerra dos Mascates (1710), Conspiração dos Suassuna (1801), Revolução Pernambucana (1817), Confederação do Equador (1824) e Revolução Praieira (1848). [Assista à aula no vídeo abaixo]

Além deles, a historiadora e professora do Damas, Maria Thereza Figueiroa, relembra a liderança de outros personagens que, apesar de terem sido esquecidos em muitos livros de História, também foram essenciais para a construção dessa identidade. Zumbi, Paulo Freire e as Heroínas de Tejucupapo são alguns exemplos. "A historiografia da contemporaneidade começa a analisar que é mais adequado usar a expressão "líderes", ao invés de heróis. Heróis somos todos nós, porque somos construtores da nossa própria história", disse. [Assista ao vídeo sobre as Heroínas de Tejucupapo]

A professora exemplifica o caso de Zumbi, para muitos considerado símbolo de resistência e luta contra a escravidão, assassinado em 20 de novembro de 1695. Embora os livros enalteçam o 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, os movimentos sociais celebram a morte de Zumbi como dia da Consciência Negra.

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Paulo Freire também é destacado por Maria Thereza Figueiroa. "Foi um educador recifense com grande contribuição para a educação popular no País, criando uma ousada pedagogia que despertava no educando sua autonomia e crítica", afirmou. Após as primeiras experiências pedagógicas no Rio Grande do Norte, em 1963, ao ensinar 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado em primeiro lugar no Estado de Pernambuco. Ele foi exilado na Ditadura Militar, quando seu método tornou-se internacional.


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