Prisão de líder sem-terra ocorre após denúncia de assentados, diz MPF
fazenda. A investigação que levou a Polícia Federal a prender nesta quinta-feira (16) o líder sem-terra José Rainha Júnior começou após denúncias de assentados ligados a cooperativas e projetos agrários na região do Pontal do Paranapanema, que se viram explorados no suposto esquema de desvio de recursos públicos, segundo informações do Ministério Público Federal.
As denúncias eram de que os assentados estavam sendo usados pelas cooperativas ligadas a José Rainha, principalmente na cidade de Teodoro Sampaio, que escolhiam quais empresas e quais insumos seriam adquiridos pelas famílias e estavam adulterando notas fiscais para desviar o dinheiro procedente do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O MPF informou que o procurador Luis Roberto Gomes está acompanhando a investigação e não dará entrevistas porque o caso corre sob sigilo de Justiça. A apuração da procuradoria e da PF pretende descobrir a quantia desviada pela quadrilha.
Além do inquérito criminal, tramita também no MPF um inquérito civil público que tem como objetivo apurar os danos ao patrimônio federal pela quadrilha e tentar recuperar os recursos desviados. Além de verbas do Incra, a quadrilha desviou também dinheiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Operação
Nesta quinta-feira, a PF deflagrou a Operação Desfalque, que cumpre dez mandados de prisão temporária, sete mandados de condução coercitiva e 13 mandados de busca e apreensão. Além de Rainha, já estão confirmadas até o momento as prisões do irmão dele, o advogado Roberto Rainha, o superintendente do Incra em São Paulo e outros dois funcionários do instituto.


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